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"O progresso pode ser comparado a montanha que nos cabe transpor, sofrendo-se
naturalmente os problemas e as fadigas da marcha, enquanto que a recuperação e
a expiação podem ser consideradas como essa mesma subida, devidamente
recapitulada, através de embaraços e armadilhas, miragens e espinheiros que nós
mesmos criamos."
REENCARNAÇÃO E EVOLUÇÃO
- Urge reparar em que a reencarnação não é mero princípio regenerativo.
A evolução natural nela encontra firme apoio.
Criaturas que avultam e bondade, em muitas ocasiões requerem conhecimento
nobilitante, e muitas que se agigantaram na inteligência permanecem à mingua
de virtude.
Outras inumeráveis, embora detendo preciosos valores, nos domínios do coração
e do cérebro, após longo estágio no plano extrafísico, sentem fome de
progresso renovador por inabilitadas, ainda, a ascensões maiores e renunciam à
tranqüilidade a que se integram nos grupos afins, porque, no cadinho
efervescente da carne, analisando, de novo, as próprias imperfeições,
testando-lhes a amplitude nas rudes experiências da vida humana, obtendo mais
avançado ensejo de corrigenda e transformação.
Isso não significa que a consciência desencarnada deixe de encontrar
possibilidades de expansão nas cidades espirituais que gravitam em torno da
Terra. Outras modalidades de estudo e trabalho aí lhe asseguram novos fatores
de evolução; contudo, escassa percentagem de criaturas humanas, além da
morte, adquirem acesso definitivo aos planos superiores.
A esmagadora maioria jaz ainda ligada às ideologias e raças, pátrias e
realizações, famílias e lares do mundo.
É por isso que artistas eméritos, ao notarem o curso diferente das escolas que
deixaram no Planeta, sentem-se irresistivelmente atraídos para a reencarnação,
a fim de preservar-lhes ou enriquecer-lhes os patrimônios.
Cientistas eminentes, interessados na continuidade dos empreendimentos
redentores que largaram em mãos alheias, volvem ao trabalho e à experimentação
entre os homens, e, no mesmo espírito missionário, religiosos e filósofos,
professores e condutores, homens e mulheres que se distinguem por nobres aspirações
retornam, voluntariamente, à esfera física, em sagradas lições de auxílio
que lhes valem honrosos degraus de sublimação na escalada para a Divina Luz.
Entendamos, assim, que tanto a regeneração quanto a evolução não se
verificam sem preço.
O progresso pode ser comparado a montanha que nos cabe transpor, sofrendo-se
naturalmente os problemas e as fadigas da marcha, enquanto que a recuperação e
a expiação podem ser consideradas como essa mesma subida, devidamente
recapitulada, através de embaraços e armadilhas, miragens e espinheiros que nós
mesmos criamos.
Se soubermos, porém, suar no trabalho honesto, não precisaremos suar e chorar
no resgate justo.
E não se diga que todos os infortúnios da marcha de hoje estejam debitados a
compromissos de ontem, porque, com a prudência ou imprudência, com a preguiça
e o trabalho, com o bem e o mal, melhoramos ou agravamos a nossa situação,
reconhecendo-se que todo dia, no exercício de nossa vontade, formamos novas
causas, refazendo o destino.

(Evolução em Dois Mundos, XIX,
André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, FEB)
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Imagem: Pré-Raphaelite
Art
Formatação exclusiva para o Site Espírita André Luiz: Lori Marli dos Santos
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