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"O
remorso provoca distonias diversas em nossas forças recônditas,
desarticulando as sinergias do corpo espiritual, criando
predisposições mórbidas para essa ou aquela
enfermidade, entendendo-se, ainda, que essas desarmonias são,
algumas vezes, singularmente agravadas pelo assédio
vindicativo dos seres a quem ferimos, quando imanizados a
nós em processos de obsessão." - André Luiz |
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Como
apreendermos a existência das predisposições mórbidas
do corpo espitual?
Não
podemos olvidar que a imprudência e o ócio se responsabilizam por múltiplas
enfermidades, como sejam os desastres circulatórios provenientes da gula,
as infecções tomadas à carência de higiene, os desequilíbrios
nervosos nascidos da toxicomania e a exaustão decorrentes de excessos vários.
de modo geral, porém, a etiologia das moléstias perduráveis que afligem
o corpo físico e o dilaceram, guardam no corpo espiritual as suas causas
profundas.
As recordações dessa ou daquela falta grave, mormente daquelas que jazem
recalcadas no espírito, sem que o desabafo e a corrigenda funcionem por válvulas
de alívio às chagas ocultas do arrependimento, cria na mente um estado
anômalo que podemos classificar de "zona de remorso", em torno
da qual a onda viva e contínua do pensamento passa a enovelar-se em
circuito fechado sobre si mesma, com reflexo permanente na parte do veículo
fisiopsicossomático ligada à lembrança das pessoas e circunstâncias
associadas ao erro de nossa autoria.
Estabelecida a idéia fixa sobre esse "nódulo de forças mentais
desequilibradas", é indispensável que os acontecimentos reparadores
se nos contraponham ao modo enfermiço de ser, para que nos sintamos
exonerados desse ou daquele fardo íntimo, ou exatamente redimidos perante
a Lei.
Essas enquistações de energia profundas, no imo de nossa alma,
expressando as chamadas dívidas cármicas, por se filiarem a causas
infelizes que nós mesmos plasmamos na senda do destino, são
perfeitamente transferíveis de uma existência para outra. Isso porque,
se nos comprometemos diante da lei divina em qualquer idade de nossa vida
responsável, é lógico venhamos a resgatar as nossas obrigações em
qualquer tempo, dentro das mesmas circunstâncias nas quais patrocinamos a
ofensa em prejuízo dos outros.
É assim que o remorso provova distonias diversas em nossas forças recônditas,
desarticulando as sinergias do corpo espiritual, criando predisposições
mórbidas para essa ou aquela enfermidade, entendendo-se, ainda, que essas
desarmonias são, algumas vezes, singularmente agravadas pelo assédio
vindicativo dos seres a quem ferimos, quando imanizados a nós em
processos de obsessão. Todavia, ainda mesmo quando somos perdoados pelas
vítimas de nossa insânia, detemos conosco os resíduos mentais da culpa,
qual depósito de lodo no fundo de calma piscina, e que, um dia, virão à
tona de nossa existência, para a necessária expunção, à medida que se
nos acentue o devotamento à higiene moral.
Como pode o débil mental
comandar a renovação celular de seu corpo físico?
- Não será lícito esquecer que, mesmo conturbada, a consciência
está presente nos débeis mentais ou nos doentes nervosos de toda
espécie, presidindo, ainda que de modo impreciso e imperfeito, o
automatismo dos processos orgânicos.
Existem "parasitas
ovóides" vampirizando desencarnados?
- Sim, nos processos degradantes da obsessão vindicativa, nos
círculos inferiores da Terra, são comuns semelhantes quadros, sempre
dolorosos e comoventes pela ignorância e paixão que os provocam.
Como entenderemos o mecanismo de
atuação da Justiça Superior nos casos de endemias rurais, em que
populações inteiras são assoladas periodicamente pelas mesmas doenças?
- As endemias são quase sempre doenças que grassam numa coletividade
ou numa região, dependendo de causas simplesmente locais. Devemos, assim,
capitulá-las, não obstante os casos cármicos individuais que se agravam
por influência delas, no quadro das conquistas higiênicas que o homem é
naturalmente obrigado a realizar por si, como preço devido ao progresso
comum.
No estado comatoso, onde se
encontra o psicossoma do enfermo? junto ao corpo físico ou afastado dele?
- No estado de coma, o
aprisionamento do corpo espiritual ao arcabouço físico, ou a parcial
liberação dele, depende da situação mental do enfermo.
Quais os principais métodos usados na Espiritualidade para o
tratamento das lesões do corpo espiritual?
- Na Espiritualidade, os
serviços da Medicina penetram, com mais segurança, na história do
enfermo para estudar, com êxito possível, os mecanismos da doença que
lhe são particulares.
Aí, os exames dos tecidos psicossomáticos com aparelhos de precisão,
correspondendo às inspeções instrumentais e laboratoriais em voga na
Terra, podem ser enriquecidos com a ficha cármica do paciente, a qual
determina quanto à reversibilidade ou irreversibilidade da moléstia,
antes de nova reencarnação, motivo porque numerosos doentes são
tratáveis, mas somente curáveis mediante longas ou curtas internações
no campo físico, a fim de que as causas profundas do mal sejam extirpadas
da mente pelo contato direto com as lutas em que se configuram.
Curial, portanto, é que o médico espiritual de utilize ainda, de certa
maneira, da medicação que voz é conhecida, no socorro aos desencarnados
em sofrimento, porque, mesmo no mundo, todo remédio da farmacopéia
humana, até certo ponto, é projeção de elementos quimioelétricos
sobre as agregações celulares, estimulando-lhes as funções ou
corrigindo-as, segundo as disposições do desequilíbrio em que a
enfermidade se expresse.
Contudo, é imperioso reconhecer que na Esfera Superior o médico não se
ergue apenas com o pedestal da cultura acadêmica, qual ocorre
freqüentemente entre os homens, mas sim também com as qualidades morais
que lhe confiram valor e ponderação, humildade e devotamento, visto que
a psicoterapia e o magnetismo, largamente usados no plano extrafísico,
exigem dele grandeza de caráter e pureza de coração.

(Evolução em Dois Mundos,Parte
2, XIX)
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