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A
que diretrizes obedecem
as entidades
desencarnadas para se
apresentarem morfológicamente?
ANDRÉ LUIZ: As
linhas morfológicas das
entidades desencarnadas, no
conjunto social a que se
integram, são comumente aquelas
que trouxeram do mundo, a
evoluírem, contudo,
constantemente para melhor
apresentação, toda vez que esse
conjunto social se demores em
esfera de sentimentos elevados.
A forma individual em si obedece
ao reflexo mental dominante,
notadamente no que reporta ao
sexo, mantendo-se a criatura com
os distintivos psicossomáticos
de homem ou de mulher, segundo a
vida íntima, através da qual se
mostra com qualidades espirituais
acentuadamente ativas ou
passivas. Fácil observar, assim,
que a desencarnação libera
todos os Espíritos de feição
masculina ou feminina que estejam
na reencarnação em condição
inversiva atendendo a provação
necessária ou a tarefa
específica, porquanto, fora
do arcabouço físico, a mente se
exterioriza no veículo
espiritual com admirável
precisão de controle espontâneo
sobre as células sutis que o
constituem. (*)
Ainda assim, releva observar que
se o progresso mental não é
positivamente acentuado, mantém
a personalidade desencarnada, nos
planos inferiores, por tempo
indefinível, a plástica que lhe
era própria entre os homens. E,
nos planos relativamente
superiores, sofre processos de
metamorfose, mais lentos ou mais
rápidos, conforme as suas
disposições íntimas.
Se a alma desenleada do
envoltório físico foi
transferida para a moradia
espiritual, em adiantada
senectude, gastará algum tempo
para desfazer-se dos sinais de
ancianidade corpórea, se deseja
remoçar o próprio aspecto, e,
na hipótese de haver partido da
Terra, na juventude primeira,
deverá igualmente esperar que o
tempo a auxilie, caso se proponha
a obtenção de traços de
madureza.
Cabe, entretanto, considerar que
isso ocorre apenas com os
Espíritos, aliás em maioria
esmagadora, que ainda não
dispõe de bastante
aperfeiçoamento moral e
intelectual, pois quanto mais
elevado se lhes descortine o
degrau do progresso, mais amplo
se lhes revela o poder plástico
sobre as células que lhes
entretecem o instrumento de
manifestação. Em alto nível, a
Inteligência opera em minutos
certas alterações que as
entidades de cultura mediana
gastam, por vezes, alguns anos a
efetuar.
Temos ainda nas sociedades
respeitáveis da Espiritualidade
aqueles companheiros que, depois
de estágios depurativos, se
elevam até elas, por
intercessões afetivas ou merecimentos próprios,
carregando, porém, consigo,
determinadas marcas deprimentes,
como sejam mutilações que os
desfiguram, inibições ou
moléstias que se denunciam na
psicosfera que os envolve, ou
distintivos outros menos dignos,
como remanescentes de circuitos
mentais dos remorsos que
padeceram, a se lhes
concentrarem, desequilibrados,
sobre certas zonas do corpo
espiritual, mas, em todos esses
casos, as entidades em lide ali
se encontram, habitualmente, por
períodos limitados de
reeducação e refazimento, para
regressarem, a tempo breve, no
rumo das sendas de saneamento e
resgate nas reencarnações
redentoras.

("Evolução
em Dois Mundos", André
Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira
Parte II, cap.
IV, FEB)
(*)
Devemos esclarecer que essas
ocorrências para efeito de
responsabilidade cármica e
identificação pessoal,
respeitam, via de regra, a ficha
individual da existência última
vivida pela personalidade na
Terra, situação que perdura
até novo estágio evolutivo que
se processa, seja na
reencarnação, seja na
promoção a mais alto nível de
sublimação e serviço. (Nota
do Autor espiritual.)
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