"Como se
caracteriza a linguagem entre os Espíritos?"
Incontestavelmente, a linguagem do Espírito é, acima de
tudo, a imagem que exterioriza de si próprio.
Isso ocorre mesmo no plano físico, em que alguém,
sabendo refletir-se, necessitará poucas palavras para
definir a largueza de seus planos e sentimentos,
acomodando-se à síntese que lhe angaria maior cabedal
de tempo e influência.
Círculos espirituais existem, em planos de grande
sublimação, nos quais os desencarnados, sustentando
consigo mais elevados recursos de riqueza interior, pela
cultura e pela grandeza moral, conseguem plasmar, com as
próprias idéias, quadros vivos que lhes confirmem a
mensagem ou o ensinamento, seja em silêncio, seja com a
despesa mínima de suprimento verbal, em livres circuitos
mentais de arte e beleza, tanto quanto muitas
inteligências infelizes, treinadas na ciência da
reflexão, conseguem formar telas aflitivas em circuitos
mentais fechados e obsessivos, sobre as mentes que
magneticamente jugulam.
De acordo com o mesmo princípio, Espíritos
desencarnados, em muitos casos, quando controlam as
personalidades mediúnicas que lhes oferecem sintonia,
operam sobre elas à base das imagens positivas com que
as envolvem no transe, compelindo-as a lhes expedir os
conceitos.
Nessas circunstâncias, expressa-se a mensagem pelo
sistema de reflexão, em que o médium, embora guardando
o córtex encefálico anestesiado por ação magnética
do comunicante, lhe recebe os ideogramas e os transmite
com as palavras que lhe são próprias. Todavia, não
obstante reconhecermos que a imagem está na base de todo
intercâmbio entre as criaturas encarnadas ou não, é
forçoso observar que a linguagem articulada, no chamado
espaço das nações, ainda possui fundamental
importância nas regiões a que o homem comum será
transferido imediatamente após desligar-se do corpo
físico.

(Do livro "Evolução em Dois Mundos", André
Luiz/Chico Xavier, 2a. Parte, cap. II, FEB).
IMAGEM
ORIGINAL: Stationery
Heaven
Formatação: Lori Marli
dos Santos
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