"É
imperioso salientar que se desconhece ainda, no mundo, a Lei do Campo
Mental, que rege a moradia energética do Espírito, segundo a qual a
criatura consciente, seja onde for no Universo, apenas assimilará as
influências a que se afeiçoe."
Lamentam-se
amargamente os metapsiquistas de a maioria dos fenômenos mediúnicos
se encontram eivados de obscuridades e extravagâncias, e de quem por
isso mesmo, a doutrina da sobrevivência, para eles, se mostra repleta
de impossibilidades.
Estabelecem exigências e, depois de atendidos, acusam a
instrumentação mediúnica de criar personalidades imaginárias;
exageram a função dos chamados poderes inconscientes da vida mental,
estranhando que a força psíquica, como recurso mediador entre
encarnados e desencarnados, não procede na balança da observação
humana à maneira, por exemplo, das combinações do cloro com o
hidrogênio.
Com referência ao assunto, é imperioso salientar que se desconhece
ainda, no mundo, a Lei do Campo Mental, que rege a moradia energética
do Espírito, segundo a qual a criatura consciente, seja onde for no
Universo, apenas assimilará as influências a que se afeiçoe.
Cada mente é como se fora um mundo "de per si", respirando
nas ondas criativas que despede - ou na psicosfera em que gravita para
esse ou aquele objetivo sentimental, conforme os próprios desejos -,
sem que a lei de responsabilidade não subsistiria.
Um médium, ainda mesmo nas mais altas situações de amnésia
cerebral, do ponto de vista fisiológico, não está inconsciente de
todo, na faixa da realidade espiritual, e agirá sempre, nunca à
feição de um autômato perfeito, mas na posição de uma
consciência limitada às possibilidades próprias e às disposições
da própria vontade.
(Mecanismos
da Mediunidade, XVII, André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, FEB)
MEDIUNIDADE
E VIDA - Eminentes
fisiologistas e pesquisadores de laboratório procuraram fixar
mediunidade e médiuns a nomenclaturas e conceitos da ciência
metapsíquica;
entretanto, o problema, como todos os problemas humanos, é mais
profundo, porque a mediunidade jaz adstrita à própria vida, não
existindo, por isso, dois médiuns iguais, não obstante a semelhança
no campo das impressões.
Por outro lado, espiritualistas distintos julgam-se no direito de
hostilizar-lhe o serviço e impedir-lhe a eclosão, encarecendo-lhe os
supostos perigos, como se eles próprios, mentalizando os argumentos
que avocam, não estivessem assimilando, por via mediúnica, as
correntes mentais intuitivas, contendo interpretações particulares
das Inteligências desencarnadas que os assistem.
A mediunidade, no entanto, é faculdade inerente à própria vida e,
com todas as suas deficiências e grandezas, acertos e desacertos, é
qual o dom visão comum, peculiar a todas as criaturas, responsável
por tantas glórias e tantos infortúnios na Terra.
Ninguém se lembrará, contudo, de suprimir os olhos, porque milhões
de pessoas, em face de circunstâncias imponderáveis da evolução,
deles se tenham valido para perseguir e matar nas guerras de terror e
destruição.
Urge iluminá-los, orientá-los e esclarecê-los.
Também a mediunidade não requisitará desenvolvimento
indiscriminado, mas sim, antes de tudo, aprimoramento da personalidade
mediúnica e nobreza de fins, para que o corpo espiritual, modelando o
corpo físico e sustentando-o, possa igualmente erigir-se em filtro
leal das Esferas Superiores, facilitando a ascensão da Humanidade aos
domínios da luz.
(Evolução
em Dois Mundos, XVII, André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, FEB)