| . |
|
.
|
A
invasão microbiana está vinculada a causas espirituais?
Excetuados
os quadros infecciosos pelos quais se responsabiliza a ausência da
higiene comum, as depressões criadas em nós por nós mesmos, nos
domínios do abuso de nossas forças, seja adulterando as trocas vitais
do cosmo orgânico pela rendição ao desequilíbrio, seja estabelecendo
perturbações em prejuízo dos outros, plasmam, nos tecidos
fisiopsicossomáticos que nos constituem o veículo de expressão,
determinados campos de rutura na harmonia celular.
Verificada a disfunção, toda a zona atingida pelo desajustamento se
torna passível de invasão microbiana, qual praça desguarnecida,
porque as sentinelas naturais não dispõem de bases necessárias à
ação regeneradora que lhes compete, permanecendo, muitas vezes, em
derredor do ponto lesado, buscando delimitar-lhe a presença ou
jugulhar-lhe a expansão.
Desarticulado, pois, o trabalho sinérgico das células nesse ou naquele
tecido, aí se interpõem as unidades mórbidas, quais as do câncer,
que, nesta doença, imprimem acelerado ritmo de crescimento a certos
agrupamentos celulares, entre as células sãs do órgão em que se
instalem, causando tumorações invasoras e metastáticas,
compreendendo-se, porém, que a mutação, no início, obedeceu a
determinada distonia, originária da mente, cujas vibrações sobre as
células desorganizadas tiveram o efeito das projeções de raios X ou
de irradiações ultravioleta, em aplicações impróprias.
Emerge, então, a moléstia por estado secundário, em largos processos
de desgaste ou devastação, pela desarmonia a que compele a usina
orgânica, a esgotar-se, debalde, na tarefa ingente da própria
reabilitação, no plano carnal, quando o enfermo, sem atitude de
renovação moral, sem humildade e paciência, espírito de serviço e
devotamento ao bem, não consegue assimilar as correntes benéficas do
Amor Divino que circulam, incessantes, em torno de todas as criaturas,
por intermédio de agentes distintos e inumeráveis, a todas
estimulando, para o máximo aproveitamento na Terra.
Quando o doente, porém, adota comportamento favorável a si mesmo, pela
simpatia que instila no próximo, as forças físicas encontram sólido
apoio nas radiações de solidariedade e reconhecimento que absorve de
quantos lhe recolhem o auxílio direto ou indireto, conseguindo
circunscrever a disfunção aos neoplasmas benignos, que ainda respondem
à influência organizadora dos tecidos adjacentes.
Sob o mesmo princípio de relatividade, a funcionar, inequívoco, entre
doença e doente, temos a incursão da tuberculose e da lepra, da
brucelose e da amebíase, da endocardite bacteriana e da cardiopatia
chagásica, e de muitas outras enfermidades, sem nos determos na
discriminação de todos os processos morbosos, cuja relação nos
levaria a longo estudo técnico.
É que, geralmente, quase todos eles surgem como fenômenos secundários
sobre as zonas de predisposição enfermiça que formamos em nosso
próprio corpo, pelo desequilíbrio de nossas forças mentais a gerarem
ruturas ou soluções de continuidade nos pontos de interação entre o
corpo espiritual e o veículo físico, pelas quais se insinua o assalto
microbiano a que sejamos mais particularmente inclinados pela natureza
de nossas contas cármicas.
Consolidado o ataque, pela brecha de nossa vulnerabilidade, aparecem as
moléstias sintomáticas ou assintomáticas, estabilizando-se ou
irradiando-se, conforme as disposições da própria mente, que trabalha
ou não para refazer a defensiva orgânica em supremo esforço de
reajuste, ou que, por automatismo, admite ou recusa, segundo a posição
em que se encontra no princípio de causa e efeito, a intromissão desse
ou daquele fator patogênico, destinado a expungir dela, em forma de
sofrimento, os resíduos do mal, correspondentes ao sofrimento por ela
implantado na vida ou no corpo dos semelhantes.
Não será lícito, porém, esquecer que o bem constante gera o bem
constante e, que, mantida a nossa movimentação infatigável no bem,
todo o mal por nós amontoado se atenua, gradativamente, desaparecendo
ao impacto das vibrações de auxilio, nascidas, a nosso favor, em todos
aqueles aos quais dirijamos a mensagem de entendimento e amor puro, sem
necessidade expressa de recorrermos ao concurso da enfermidade para
eliminar os resquícios de treva que, eventualmente, se nos incorporem,
ainda, ao fundo mental.
Amparo aos outros cria amparo a nós próprios, motivo porque os
princípios de Jesus, desterrando de nós animalidade e orgulho, vaidade
e cobiça, crueldade e avareza, e exortando-nos à simplicidade e à
humildade, à fraternidade sem limites e ao perdão incondicional,
estabelecem, quando observados, a imunologia perfeita em nossa vida
interior, fortalecendo-nos o poder da mente na auto-defensiva contra
todos os elementos destruidores e degradantes que nos cercam e
articulando-nos as possibilidades imprescindíveis à evolução para
Deus.
(Evolução
em Dois Mundos, parte II, cap. XX, André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, FEB)
Imagem:
Stationery
Heaven
Formatação:
Lori
Marli dos Santos
.
|