O
mal está determinado no conteúdo do nosso destino?
Ninguém
nasce destinado ao mal, porque semelhante disposição derrogaria os
fundamentos do Bem Eterno sobre os quais se levanta a Obra de Deus.
O Espírito renascente no berço terrestre traz consigo a provação
expiatória a que deve ser conduzido ou a tarefa redentora que ele
próprio escolheu, de conformidade com os débitos contraídos.
Prevalece aí o mesmo princípio que vige para as sociedades
terrestres, pelo qual, se o homem é malfeitor confesso, deve ser
segregado em estabelecimento correcional adequado para a reeducação
precisa, e, se é apenas aprendiz no campo da experiência, com
dívidas e créditos, sem falta grave a resgatar, é justo possa pedir
às autoridades superiores, que lhe presidem os movimentos, o gênero
de trabalho ou de luta em que se sinta mais apto ao serviço de
auto-aperfeiçoamento. Entendamos, porém, que, se perpetrou delito
passível de dolorosa punição, não é ele internado na
penitenciária ou no trabalho reparador para que se desmande,
deliberadamente, em delitos maiores, o que apenas lhe agravaria as
culpas já formadas perante a Lei.
É natural que o devedor, nessa ou naquela forma de resgate, venha a
sofrer fortes impulsos a recidivas no erro em que faliu, tanto maiores
quão mais extenso lhe tenham sido o transviamento moral; entretanto,
a provação deve ser assimilada como recurso de emenda, nunca por
válvula de expansão das dívidas assumidas.
Desse modo, ninguém recebe do Plano Superior a determinação de ser relapso
ou vicioso, madraço ou delinqüente, com passagem justificada no
latrocínio ou na dipsomania, no meretrício ou na ociosidade, no
homicídio ou no suicídio. Padecemos, sim, nesse ou naquele setor da
vida, durante a recapitulação de nossas próprias experiências, o
impulso de enveredar por esse ou aquele caminho menos digno, mas isso
constitui a influência de nosso passado em nós, instilando-nos a
tentação, originariamente toda nossa, de tornar a ser o que já
fomos, em contraposição ao que devemos ser.
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Qual
a relação percentual de tempo existente entre os estágios
que o Espírito de elevação mediana vive como encarnado e
como desencarnado?
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A
percentagem de tempo no plano espiritual para as criaturas de
elevação mediana varia com o grau de aproveitamento de tempo no
estágio recente que desfrutaram no corpo físico.
Quão mais vasta a provisão de conhecimento e maior a aquisição de
virtudes, por parte do Espírito, mais largo período desfruta na
Esfera Superior para obtenção de mais nobres recursos para mais alta
ascensão.
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Poderíamos
identificar algum elo da evolução que existe no Plano
Extrafísico e que é desconhecido na Terra?
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Além
do plano físico, a investigação humana encontrará material valioso
de observação para elucidar os variados problemas concernentes à
evolução do ser.
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Ainda
na atualidade, os Instrutores Espirituais intervém na
melhoria das formas evolutivas inferiores nas quais o
princípio inteligente estagia?
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Sim,
porque todos os campos da Natureza contam com agentes da Sabedoria
Divina para a formação e expansão dos valores evolutivos.
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Dentre
todos os animais superiores, abaixo do homem, qual é o
detentor de mais dilatas ideias-fragmentos?
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O
assunto demanda longo estudo técnico na esfera da evolução, porque
há ideias-fragmentos de determinado sentido mais avançados em certos
animais que em outros. Ainda assim, nomearemos o cão e o macaco, o
gato e o elefante, o muar e o cavalo como elementos de vossa
experiência usual mais amplamente dotados de riqueza mental, como
introdução ao pensamento contínuo.