"Os neurônios nascem e se renovam, milhões de vezes,
no plano físico e o plano extrafísico, na estruturação de
cérebros experimentais, com mais vivos e mais amplos ingredientes do
corpo espiritual, quando em função nos tecidos físicos, até que
ergam em unidades morfológicas definitivas do sistema nervoso."
No
regaço do tempo, os Arquitetos Divinos auxiliam a consciência
fragmentária na construção do cérebro, o maravilhoso ninho da
mente, necessitada de mais ampla exteriorização.
A massa de células nervosas, que precede a formação do mundo
cerebral, nos invertebrados, dá lugar à invaginação do ectoderma
nos vertebrados, constituindo-se, lentamente, a vesícula anterior ou
prosencéfalo, a vesícula média ou mesencéfalo e a vesícula
posterior ou rombencéfalo.
Nos peixes, os hemisférios cerebrais mostram-se ainda muito
reduzidos, nos anfíbios denotam desenvolvimento encorajador e nos
répteis avançam em progresso mais vasto, configurando já, com
alguma perfeição, o aqueduto de Sylvius, aprimorando-se, com mais
segurança, em semelhante fase, na forma espiritual, o centro
coronário do psicossoma futuro, a refletir-se na glândula pineal,
já razoavelmente plasmada em alguns lacertídeos, qual o rincocéfalo
da Nova Zelândia, em que a epífise embrionária se prolonga até a
região parietal, aí assumindo a feição de um olho com implementos
característicos.
Zoólogos respeitáveis consideram o mencionado aparelho como sendo um
globo ocular abandonado pela Natureza; contudo, é aí que a epífise começa a consolidar-se, por fulcro energético de sensações sutis
para a tradução e seleção dos estados mentais diversos, nos
mecanismos da reflexão e do pensamento, da meditação e do
discernimento, prenunciando as operações da mediunidade, consciente
ou inconsciente, pelas quais Espíritos encarnados e desencarnados se
consorciam, uns com os outros, na mesma faixa de vibrações, para as
grandes criações da Ciência e da Religião, da Cultura e da Arte, ,
na jornada ascensional para Deus, quando não seja nas associações
psíquicas de espécie inferior ou de natureza vulgar, em que as almas
prisioneiras da provação ou da sombra se retratam
reciprocamente.
FATOR
DE FIXAÇÃO - Os neurônios nascem e se renovam, milhões de vezes,
no plano físico e o plano extrafísico, na estruturação de
cérebros experimentais, com mais vivos e mais amplos ingredientes do
corpo espiritual, quando em função nos tecidos físicos, até que
ergam em unidades morfológicas definitivas do sistema nervoso.
Demonstrando formação especialíssima, porquanto reproduz mais
profundamente a tessitura das células psicossomáticas, o neurônio
é toda uma usina microscópica, constituindo-se de um corpo celular
com prolongamentos, apresentando o núcleo escassa cromatina e um
nucléolo.
Acha-se o núcleo cercado de protoplasma em que há mitocôndrios,
neurofibrilas, aparelho de Golbi, melanina abundante e um pigmento
ocre, estreitamente relacionado com o corpo espiritual, de função
muito importante na vida do pensamento, aumentando consideravelmente
na madureza e na velhice das criaturas, além de uma substância,
invisível na célula em atividade, a espalhar-se no citoplasma e nos
dendritos, facilmente reconhecível, por intermédio de corantes
básicos, quando a célula se encontra devidamente fixada; essa
substância - a expressar-se nos chamados corpúsculos de Nissl, que
podem sofrer a cromatólise - representa alimento psíquico,
haurido pelo corpo espiritual no laboratório da vida cósmica,
através da respiração das células fatigadas e insubstituíveis.
O pigmento ocre que a ciência humana observa, sem maiores
definições, é conhecido no Mundo espiritual como fator de
fixação, como que a encerrar a mente em si mesma, quando esta se
distancia do movimento renovador em que a vida se exprime e avança,
adensando-se ou rarefazendo-se ele, nos círculos humanos, conforme a
atitude mental do Espírito na quota do tempo em que se lhe perdure a
existência carnal.
MICROCOSMO
PRODIGIOSO - Com o tempo, a Direção Espiritual da Vida consegue,
enfim, organizar, com mais eficiência, o sistema nervoso autônomo,
regulando e coordenando as funções das vísceras.
Estruturam-se, desse modo, primorosamente, a inervação visceral
aferente e eferente e os centros coordenadores, os sistemas simpático
e parassimpático e as fibras pré e pós-ganglionares de Langley, com
os neurônios a edificarem vias eletromagnéticas de
comunicação entre o governo espiritual e a províncias
orgânicas.
Em todos os ângulos do cérebro, esse microcosmo prodigioso, células
especiais permanecem sob o controle do espírito, assimilando-lhe os
desejos e executando-lhe as ordens no automatismo que a evolução lhe
confere.
Desde o grupo tectobulbar das fibras pré-ganglionares, saindo com os
pares cranianos, tecidos com neurônios no mesencéfalo,
protuberância e bulbo e incluindo os núcleos supra- ópticos,
paraventriculares e a parede anterior do infundíbulo, até o grupo
sacro, com neurônios localizados na medula sacra, nervos especiais
funcionam como estações emissoras e receptoras, manipulando a
energia mental, projetada ou recolhida pela mente, em ação
constante, nos domínios da sensação e da idéia, em conexões
e trajetos que a ci6encia do homem mal começa a perceber, atuando nos
demais centros do corpo espiritual e nas zonas fisiológicas que os
configuram no veículo somático, através de circuitos reflexos.
No diencéfalo, campo essencialmente sensitivo e vegetativo, parte das
mais primitivas do sistema nervoso central, o centro coronário, por
fulcro luminosos, entrosa-se com o centro cerebral, a exprimir-se no
córtex e em todos os mecanismos do mundo cerebral, e, dessa junção
de forças, o espírita encontra no cérebro o gabinete de comando das
energias que o servem, como aparelho de expressão dos seus
sentimentos e pensamentos, com os quais, no regime de responsabilidade
e de auto-escolha, plasmará, no espaço e no tempo, o seu próprio
caminho de ascensão para Deus.

(Cap. completo em
"Evolução em Dois Mundos", IX, André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, FEB)