Apenas quando os acontecimentos da morte se realizam, é que a criatura humana desencarnada, plenamente renovada em si mesma, abandona o veículo carnal a que se jungia; contudo, muitas vezes aprisionada ao casulo dos seus pensamentos dominantes, quando não trabalhou para renovar-se, nos recessos do espírito, passa a revela-se em novo peso específico, segundo a densidade da vida mental em que se gradua, dispondo de novos elementos com que atender à própria alimentação, equivalentes às trompas fluidico-magnéticas de sucção, embora sem perder de modo algum o aparelho bucal que nos é característico, salientando-se, aliás, que semelhantes trompas ou antenas de matéria sutil estão patentes nas criaturas encarnadas, a se lhes expressarem na aura comum, como radículas alongadas de essência dinâmica, exteriorizando-lhes as radiações específicas, trompas ou antenas essas pelas quais assimilamos ou repelimos as emanações das coisas e dos seres que nos cercam, tanto quanto as irradiações de nós mesmos, uns para com os outros. CONTINUAÇÃO DA
EXISTÊNCIA - Metamorfoseada, pois, não obstante o fenômeno da
desencarnação, a personalidade humana continua, além-túmulo, o
estágio educativo que iniciou no berço, sem perder a própria
identidade, somando consigo as experiências da vida carnal, da
desencarnação e da metamorfose no plano extrafísico. LEI DE CAUSA E EFEITO
- Encetando, pois, a a sua iniciação no plano espiritual, de
consciência desperta e responsável, o homem começa a penetrar na
essência da lei de causa e efeito, encontrando em si mesmo os
resultados enobrecedores ou deprimente das próprias ações.
Imagens
originais: GRISELDA
TELLO | J. W WATERHOUSE . Som MIDI cortesia de: . . |