Qual
é a conduta afetiva entre as almas enobrecidas?
Quanto
mais elevado o grau de aprimoramento da alma, mais reclamará
espontaneamente de si própria a necessária disciplina das energias do
mundo afetivo, somente despendendo-as no circuito de forças em que se
completa com a alma a que se encontra consorciada, ou, então, em
serviço nobre, através do qual opera a evasão das cargas magnéticas
de seus impulsos genésicos, transferindo-as para o trabalho em que se
lhe projetam a sensibilidade e a inteligência.
Isso acontece no plano físico, entre aqueles cujo sistema psíquico já
se distanciou suficientemente das emoções vulgares, ajustando-se em
complementação fluídica ideal as almas irmãs que se matrimoniam.
Interrompida a aliança física na esfera carnal, por interferência da
morte, o homem ou a mulher, consagrados à sublimação íntima, se
associam, quase sempre, à companheira ou ao companheiro levados à
viuvez, em construtivas simbioses de ação, seja no amparo aos filhos,
ainda necessitados de assistência, ou na extensão de obras
edificantes, porquanto os espíritos que verdadeiramente se amam
desconhecem o que seja abandono ou esquecimento.
Atentos ao mesmo princípio de aprimoramento, aqueles que ajustam em
matrimônio superior, no Plano Espiritual, permutam as próprias
forças, em constante circuito energético, pela qual atendem a
vastíssimas obras de benemerência, na criação mental de valores
necessários ao progresso comum, dentro da euforia permanente que o amor
sublime lhes confere. E, em lhes faltando a companhia, por intermédio
da qual se integram nos mais altos ideais de burilamento e beleza,
mobilizam as próprias cargas magnéticas criadoras em serviço à
coletividade, com o que se elevam mais intensamente na escala da
sublimação moral, ou, então - o que é mais freqüente - buscam
olvidar as próprias possibilidades de maior ascensão, solicitando
posições apagadas e humildes ao pé daqueles a quem se devotam, a fim
de ajudá-los na execução das tarefas que lhe foram assinaladas ou no
pagamento das dívidas com que ainda se oneram perante a Lei.
(Evolução em Dois Mundos,
Parte II, caps. X e XI,
André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, FEB)
POLIGAMIA
E MONOGAMIA
"A
monogamia é o clima espontâneo do ser humano, de vez que dentro dela
realiza, naturalmente, com a alma eleita de suas aspirações a união
ideal do raciocínio e do sentimento."
O
instinto sexual, então, a desvairar-se na poligamia, traça para si
mesmo largo roteiro de aprendizagem a que não escapará pela matemática
do destino que nós mesmos criamos.
Entretanto, quanto mais se integra a alma no plano da responsabilidade
moral para com a vida, mais aprende o impositivo da disciplina própria,
a fim de estabelecer, com o dom de amar que lhe é intrínseco, novos
programas de trabalho que lhe facultem acesso aos planos superiores.
O instinto sexual nessa fase da evolução não encontra alegria
completa senão em contato com outro ser que demonstre plena afinidade,
porquanto a liberação da energia, que lhe é peculiar, do ponto de
vista do governo emotivo, solicita compensação de força igual, na
escala das vibrações magnéticas.
Em semelhante eminência, a monogamia é o clima espontâneo do ser
humano, de vez que dentro dela realiza, naturalmente, com a alma eleita
de suas aspirações a união ideal do raciocínio e do sentimento, com
a perfeita associação dos recursos ativos e passivos, na constituição
do binário de forças, capaz de criar não apenas formas físicas, para
a encarnação de outras almas na Terra, mas também as grandes obras do
coração e da inteligência, suscitando a extensão da beleza e do
amor, da sabedoria e da glória espiritual que vertem, constantes, da
Criação Divina.
(Evolução
em Dois Mundos, cap. XVIII,
André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, FEB)

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Formatação: Lori Marli dos Santos