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"Sendo
o pensamento força sutil e inexaurível do Espírito, podemos
categorizá-lo, assim, à conta de corrente viva e exteriorizante, com
faculdades de auto-excitação e autoplasticização
inimagináveis."
GERADOR
DO CÉREBRO - Com alguma analogia, encontramos no cérebro um gerador
auto-excitado, acrescido em sua contextura íntima de avançados
implementos para a geração, excitação, exteriorização, captação,
assimilação e desassimilação da energia mental, qual se um gerador
comum desempenhasse não apenas a função de criar força eletromotriz
e conseqüentes potenciais magnéticos para fornecê-los em certa
direção, mas também todo acervo de recursos dos modernos emissores e
receptores de radiotelefonia e televisão, acrescidos de valores ainda
ignorados na Terra.
Erguendo-se sobre os vários departamentos do corpo, a funcionarem por
motores de sustentação, o cérebro, com as células especiais que lhe
são próprias, detém verdadeiras usinas microscópicas, das
quais as pequenas partículas de germânio, na construção do
transistor, nos conjuntos radiofônicos miniaturizados, podem oferecer
imperfeita expressão.
É aí, nesse microcosmo prodigioso, que a matéria mental, ao impulso
do Espírito, é manipulada e expressa, em movimento constante,
produzindo correntes que se exteriorizam, no espaço e no tempo,
conservando mais amplo poder na aura da personalidade em que se exprime,
através de ação e reação permanentes, como acontece no gerador
comum, em que o fluxo energético atinge valor mínimo, segundo a
resistência integral do campo, diminuindo de intensidade na curva de
saturação.
Nas reentrâncias de semelhante cabine, de cuja intimidade a criatura
expede as ordens e decisões com que traça o próprio destino, temos,
no córtex, os centros da visão, da audição, do tato, do olfato, do
gosto, da palavra falada e escrita, da memória e de múltiplos
automatismos, em conexão com os mecanismos da mente, configurando os
poderes da memória profunda, do discernimento, da análise, da
reflexão, do entendimento e dos multiformes valores morais de que o ser
se enriquece no trabalho da própria sublimação.
Nessas províncias fulcros da individualidade, circulam as
correntes mentais constituídas a base dos átomos de matéria da mesma
grandeza, qual ocorre na matéria física, em que as correntes
elétricas resultam dos átomos físicos excitados, formando, em sua
passagem, o conseqüente resíduo magnético, pelo que depreendemos, sem
dificuldade, a existência do eletromagnetismo tantos nos sistema
interatômicos da matéria física, como naqueles em que se evidencia a
matéria mental.
CORRENTE
DO PENSAMENTO - Sendo o pensamento força sutil e inexaurível do
Espírito, podemos categorizá-lo, assim, à conta de corrente viva e
exteriorizante , com faculdades de auto-excitação e
autoplasticização inimagináveis.
À feição do gerador "shunt", se a mente jaz desatenciosa,
como que mantendo o cérebro em circuito aberto, forma-se, no mundo
intracraniano, reduzida força mentocriativa que não determina qualquer
corrente circulante no campo individual; mas, se a mente está
concentrada, fazendo convergir sobre si mesma as próprias oscilações,
a força mentocriativa gerada produz uma corrente no campo da
personalidade que, a seu turno, provoca a formação de energia mental
de sentido análogo àquele em que se exprime o magnetismo de resíduo,
dilatando o fluxo até que a força aludida atinja o seu valor máximo,
de acordo com a resistência do campo a que nos referimos.
Surpreendemos, nessa fase, o mesmo fenômeno de elevação da voltagem
no gerador elétrico, porquanto, no cosmo fisiopsicossomático, a
corrente mentocriativa se alteia até o ponto de saturação, do qual se
alonga, com menor expressão de potencial, no rumo dos objetivos a que
se afeiçoe, conforme a linha do desejo.
NEGAÇÃO
DA CORRENTE MENTAL - Sempre que a corrente mental, ou mentocriativa não
possa expandir-se, tal negação se filia a causas diversas, das quais,
como acontece na máquina "shunt", assinalamos as mais
expressivas:
1)
Ausência de magnetismo residual, em se tratando de cérebros
primitivos, isto é, de criaturas nos primeiros estágios do
pensamento contínuo, no reino hominal, ou de pessoas por lago tempo
entregues a profunda e reiterada ociosidade espiritual.
2)
Circuitos mentais invertidos, em razão de monoideísmo vicioso, na
maioria das vezes agravado por influências obsessivas.
3)
Deficiência da aparelhagem orgânica, por motivo de enfermidade ou de
perturbações temporárias, oriundas do relaxamento da criatura, no
trato com o próprio corpo.

(Mecanismos da
Mediunidade, cap. IX, André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, FEB)
Imagem:
Jonathon Earl
Bowser
Formatação exclusiva para o Site Espírita André Luiz: Lori Marli dos
Santos
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